segunda-feira, abril 10, 2006
Não, Por Acaso Não...
É só o que se podia chamar "espírito cívico" a vir ao de cima.
Em França, por força de uma mobilização inacreditável (para um português...), determinada opção política foi revista e rejeitada.
Num País em que a tradição manda que nunca se decida nada, que ao decidir-se não se ouça ninguém, que ao aplicar-se uma medida venham para a rua ganir as corporações interessadas e interesseiras, e em que perante a contestação ou se volta atrás com as (brilhantes e reflectidas) decisões ou se persiste por orgulhinho pipi, o caso francês pode causar estranheza.
Mas é só porque não estamos habituados a um normal funcionamento democrático das instituições e da sociedade!
É pena não estarmos num País a sério.
É pena não sermos (NÓS, TODOS) cidadãos a sério.
Porque do caso francês poderíamos tirar lições para a nossa própria casa.
Histórias à parte (e apesar de os franceses e a França merecerem frequentemente umas boas taponas naquela tromba chauvinista) fica um enérgico... "Allez la France"!
Mas não é que o nosso Primeiro-Ministro Sr. Engº José Sócrates tinha de ir meter a pata na poça??? Como é possível ter um sentido de timing pior que este???
Quando o cavalheiro se encontra na França e "realça a sintonia do governo socialista português e do executivo de direita francês liderado por Dominique de Villepin", não está mesmo a pedir sarna para se coçar?